
Para Marta, a data faz parte da história da capital baiana e é um marco na luta pela democracia. Rodrigues lembra que um dos episódios mais violentos no enfrentamento à PM, sob o comando do então governador César Borges, ocorreu em cima do Viaduto Nelson Sampaio. Anos depois, a petista chegou a apresentar um projeto de indicação (70/2009) para que o viaduto passasse a se chamar 16 de Maio, em referência à luta travada por democracia na capital. A proposição foi defendida pelo Conselho da Universidade Federal da Bahia, que se reuniu um dia após o episódio. “Aquele dia de 2001 tem que ser registrado e sempre lembrado. Por isso o viaduto é 16 de Maio; Foi a luta da população por direitos e democracia. Naquele espaço foi travado um embate do povo soteropolitano e baiano contra o autoritarismo e as arbitrariedades do carlismo, que não queremos mais para a Bahia nem no formato antigo, tampouco no formato disfarçado de novo”, declarou. A petista recorda afirma que é uma data ser lembrada, para jamais ser esquecida e repetida. “Um momento marcado não só pela violenta opressão, mas pela resistência de mais de oito mil pessoas que exerciam seus direitos e pediam a cassação do então senador, após ele ter violado a lei quebrado o sigilo do painel eletrônico do Senado”, recordou a petista. “Foram momentos inesquecíveis que remontaram o período da ditadura. Naquele dia, a UFBA, uma instituição federal, foi invadida pela polícia militar contrariando a Constituição Federal. Jovens, professores, pais e mães foram agredidos com uma força brutal da polícia, porque exercíamos nosso direito de liberdade de expressão. Não queremos mais que se repita algo parecido na Bahia”, acrescentou.
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