
O Nordeste teve papel central na ampliação da vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Com 100% da apuração, Lula recebeu 24.450.432 votos na região, contra 10.796.736 de Flávio, uma diferença de 13.653.696 votos.
O resultado consolidou o Nordeste como a região onde Lula obteve sua maior vantagem eleitoral. O presidente reeleito alcançou 69,37% dos votos válidos nos nove estados nordestinos, contra 30,63% de Flávio. Lula venceu em todos os estados da região.
A votação nordestina também cresceu entre os dois turnos. Lula passou de 21,49 milhões de votos no primeiro turno para 24,45 milhões no segundo, acrescentando aproximadamente 2,95 milhões de votos. Flávio, por sua vez, avançou cerca de 398 mil votos, de 10,40 milhões para 10,80 milhões.
O desempenho ocorreu após o primeiro turno, quando o PT reforçou a mobilização política e a comunicação na região. Lideranças estaduais participaram da articulação para ampliar a votação do presidente, em um movimento que teve destaque especialmente na Bahia, Ceará e Piauí.
Entre os resultados estaduais, o Piauí registrou a maior proporção de votos válidos para Lula no país, com 75,88%, seguido pela Bahia, com 71,31%. Na Bahia, Lula recebeu 6.485.258 votos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 2.608.761.
No resultado nacional, Lula terminou a eleição com 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio Bolsonaro, diferença de 4.430.191 votos. Segundo os dados do TSE, portanto, a vantagem construída no Nordeste teve peso significativo no resultado final.
A votação também estabeleceu um novo marco para o PT na região: os 24,45 milhões de votos obtidos por Lula no Nordeste representam a maior votação de um candidato petista na região desde 1989, segundo levantamento baseado nos dados eleitorais.
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