
A presidente do PT Salvador, Ana Carolina, afirmou nesta quarta-feira (12), que o prefeito de Salvador, Bruno Reis, aposta no constrangimento e tenta rebaixar a qualidade do debate político para esconder os graves problemas de sua gestão e os problemas herdados da administração de ACM Neto. O objetivo, destacou a dirigente, é proteger a campanha de seu aliado político e herdeiro carlista, que tenta usar a capital baiana como vitrine para a disputa ao Governo do Estado.
“O que Bruno Reis pretende que os baianos não discutam enquanto todos discutem sua fala sobre Viagra? Porque Salvador tem problemas concretos demais para o debate político ser reduzido a uma disputa de provocações. Há questões relacionadas à educação, saúde, mobilidade, serviços públicos, contratos, funcionamento de equipamentos municipais e à própria qualidade da gestão que precisam ser enfrentadas com transparência”.
Nas últimas semanas, inclusive, vieram a público questionamentos e investigações envolvendo contratos da Prefeitura de Salvador, incluindo um caso que resultou em bloqueio de R$ 38,3 milhões, segundo reportagens que repercutiram na imprensa, relembrou a dirigente do PT da capital baiana.
É nesse contexto de uma série graves problemas em serviços essenciais e denúncias que a declaração de Bruno Reis pode ser compreendida, analisou a dirigente. “Enquanto a população deveria estar discutindo os resultados e os problemas da administração municipal, o prefeito oferece uma frase de efeito capaz de dominar as redes sociais e alimentar a polarização. A política do espetáculo é conveniente porque permite escolher o assunto. Em vez de responder sobre a gestão, fala-se do adversário. Em vez de apresentar soluções, produz-se uma provocação. Em vez de prestar contas, cria-se uma polêmica”.
Para a presidente do PT Salvador, esse comportamento de Bruno Reis é muito similar ao do bolsonarismo. “Transformar a política em guerra permanente, substituir argumentos por ataques pessoais e produzir frases calculadas para viralizar nas redes sociais. O objetivo não é necessariamente convencer. É ocupar o debate”.
Para Ana Carolina, “quando uma gestão precisa recorrer constantemente a esse tipo de provocação para ocupar o noticiário, talvez seja porque está tentando impedir que a sociedade olhe justamente para aquilo que mais importa: a gestão, seus resultados, seus problemas e as responsabilidades de quem governa”.
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