
A saúde pública da Bahia passou por uma das maiores transformações de sua história nas últimas décadas. Com investimentos contínuos ao longo das gestões dos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa, e do atual governador Jerônimo Rodrigues, o estado ampliou significativamente a rede hospitalar própria, interiorizou serviços de alta complexidade e reduziu a dependência da chamada ambulancioterapia, prática que obrigava pacientes a percorrer longas distâncias em busca de atendimento especializado.
Até meados dos anos 2000, a oferta de leitos de UTI, cirurgias complexas e atendimento especializado era concentrada principalmente em Salvador e na Região Metropolitana. Em diversas regiões do estado, a escassez de serviços obrigava pacientes a enfrentar viagens de centenas de quilômetros para conseguir assistência médica, sobrecarregando hospitais da capital e prolongando o sofrimento de famílias.
A mudança começou em 2007, quando o Governo da Bahia iniciou um processo de descentralização da saúde. Durante a gestão de Jaques Wagner, foram entregues importantes equipamentos hospitalares, como o Hospital do Subúrbio, em Salvador, além de unidades em municípios estratégicos como Santo Antônio de Jesus, Irecê, Juazeiro e Feira de Santana. Ao todo, foram implantados 1.043 novos leitos estruturais.
O processo foi ampliado na gestão Rui Costa, que entregou 1.865 leitos distribuídos em 19 grandes estruturas hospitalares. Entre os destaques estão o HGE 2, o Hospital da Mulher, o Hospital da Chapada, em Seabra, o Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus, e o Instituto Couto Maia. A estratégia consolidou a regionalização da assistência e ampliou o acesso aos serviços especializados no interior do estado.
Na atual gestão de Jerônimo Rodrigues, a expansão ganhou novo impulso. Mais de 2 mil novos leitos foram incorporados à rede estadual, com a inauguração e fortalecimento de unidades como a Maternidade-Hospital Regional de Juazeiro, o Hospital Ortopédico do Estado da Bahia, em Salvador, e o Hospital Estadual Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas.
Com isso, a Bahia acumula atualmente 4.948 leitos na rede própria estadual. Além da estrutura pública direta, o estado mantém uma rede complementar com 3.772 leitos contratados junto a instituições filantrópicas, municipais e privadas, ampliando a capacidade de atendimento em áreas como clínica médica, cirurgia, saúde materno-infantil, pediatria, ortopedia, oncologia, saúde mental e terapia intensiva.
Para a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, a ampliação da rede representa um avanço concreto na vida dos baianos.
“A Bahia deixou para trás uma lógica em que o paciente precisava sair da sua região para tentar atendimento na capital. O que estamos fazendo é construir uma rede mais próxima das pessoas, com hospitais regionais, leitos de UTI, maternidades, serviços especializados e uma retaguarda contratada para garantir acesso, segurança e cuidado em tempo oportuno”, afirmou.
Segundo a secretária, a expansão dos leitos faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.
“Leito não é apenas número. Leito é cirurgia realizada, é paciente regulado com mais rapidez, é gestante assistida com segurança, é uma família que não precisa atravessar o estado em uma ambulância para conseguir atendimento. Esse é o sentido da regionalização da saúde: cuidar das pessoas onde elas vivem”, destacou.
A política de regionalização também se reflete em municípios como Caetité e Lauro de Freitas, que receberam investimentos em estruturas hospitalares e novos serviços especializados, fortalecendo o atendimento fora da capital.
Ao longo dos últimos anos, a ampliação da rede hospitalar se consolidou como uma das principais marcas da política pública de saúde da Bahia. Com mais leitos, hospitais distribuídos pelo território e serviços especializados mais próximos da população, o estado busca reduzir desigualdades regionais e garantir atendimento mais ágil e humanizado para milhões de baianos.
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