
Em um movimento estratégico para conter a agenda progressista no Congresso Nacional, as cúpulas do Partido Liberal (PL) e do União Brasil sinalizaram uma forte aliança para barrar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1. O tema foi o prato principal de um jantar realizado nesta semana em um restaurante de alto padrão na capital paulista, reunindo lideranças políticas e representantes do setor produtivo.
Articulação e Resistência
O encontro contou com a presença de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Antônio Rueda, presidente do União Brasil. Ambos reforçaram aos empresários presentes que as legendas atuarão em conjunto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para impedir que a proposta avance.
A PEC, que ganhou tração nas redes sociais e é vista com bons olhos pelo governo Lula, propõe a redução da carga horária semanal sem diminuição de salário. Para os dirigentes do PL e do União Brasil, no entanto, a medida é “prejudicial à economia” e pode gerar um aumento insustentável nos custos operacionais das empresas, refletindo em inflação e desemprego.
O Peso de ACM Neto e a Contradição do União
A participação do União Brasil nessa articulação levanta questionamentos sobre a identidade da sigla. Com figuras influentes como ACM Neto, o partido tenta se equilibrar entre o pragmatismo liberal e a necessidade de não se desconectar totalmente do eleitor médio.
Contudo, ao liderar a frente contra a PEC, o União Brasil — herdeiro de estruturas tradicionais de poder — reforça a imagem de uma legenda que prioriza o status quo econômico. O partido parece apostar que a memória do eleitor é curta, preferindo evitar o confronto com os financiadores de campanha do que abraçar uma reforma estrutural na vida de milhões de brasileiros.
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