Já é sabido que a política da
Globo não é mais a mesma no que diz respeito à contratação de atores. Antes comum, o vínculo a longo prazo vem se tornando cada vez mais raro no banco de elenco da emissora, que, por questão de economia, tem preferido selecionar a dedo os artistas que gozarão desse privilégio e contratar a maior parte de seus intérpretes por obra específica. Esse “modus operandi” foi ganhando tanto espaço que estima-se que ao menos 50 atores já bem conhecidos do grande público – o que equivalente ao elenco de uma novela inteira – tenham sido dispensados pela casa nos últimos anos, inclusive nomes considerados de primeiro time, como
Maitê Proença,
Carolina Ferraz e Danielle Winits. As três deixaram recentemente o
casting exclusivo da “vênus platinada” e hoje se encontram à disposição do mercado – seja para retornar à Globo em trabalhos específicos, ou para fechar com outras emissoras. Maitê, por exemplo,
chegou a ser formalmente convidada pela Record para viver um papel de destaque em sua próxima novela bíblica, “Apocalipse”, que vem sendo anunciada com ares de superprodução. Por questões financeiras, a musa não chegou a um acordo com o canal de Edir Macedo – que,
antes de entregar a personagem em questão a Bia Seidl, ainda tentou um acordo com outro nome de peso dispensado há pouco tempo pelo emissora dos Marinho: Cláudia Ohana. Existem casos mais específicos, como o de
Eduardo Moscovis. O astro, que nos últimos 15 anos fez apenas três novelas – “Senhora do Destino” (2004, atualmente em reprise), “Alma Gêmea” (2005) e “A Regra do Jogo” (2015) -, optou pessoalmente pela contratação por obra específica para poder dar preferência a projetos no teatro, cinema e ainda na TV paga. Alguns nomes preferiram permanecer à disposição da Globo mesmo sem vínculo estável, evitando aceitar convites da concorrência. É o caso de Guilhermina Guinle, Pedro Cardoso, Luiz Fernando Guimarães,
Fernanda Souza (atualmente apresentando o programa “Vai, Fernandinha!” no Multishow, canal pago da rede Globosat) e Priscila Fantin. O mesmo se aplica talvez a
Fernanda Vasconcellos, que, recém-liberada pela emissora carioca, não assinou com nenhuma outra emissora aberta e por enquanto
fechou apenas uma participação na segunda temporada de “3%”, série nacional da Netflix. A maior parte, porém, considerou por bem render-se ao assédio de outras redes de televisão para evitar o desemprego e o esquecimento. Assim o fizeram Dalton Vigh, que
acaba de assinar com o SBT para estrelar a trama infantil “As Aventuras de Poliana”, e os irmãos Sthefany e Kayky Brito, hoje no ar juntos em “O Rico e Lázaro”, trama bíblica da Record – seu primeiro trabalho fora da Globo em mais de dez anos.
Joana Fomm, Selma Egrei, Leona Cavalli, Emilio Orciollo Neto, Jonatas Faro, Eduardo Galvão, Adriano Garib e Juliana Knust migraram todos para o elenco de “Apocalipse”, próximo título do filão. E, ao que parece, essa lista não terminará de crescer tão cedo… Fonte RD1