Protesto
O assassinato de Aisha Vitória motivou um protesto na tarde desta terça-feira (23) na Avenida Paralela, nas proximidades de Pernambués, onde ela morava. Sob gritos e pedidos de justiça, moradores do bairro queimaram móveis de Joseilton Souza da Silva.
O ato começou por volta das 15h e, cerca de uma hora e meia depois, a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) começou a liberar as vias. A Limpurb também esteve no local para limpar as pistas.
Com o início das investigações, sete pessoas, entre moradores da região e familiares de Aisha, foram ouvidas no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde o investigado também prestou depoimento.
A Polícia Civil solicitou a inclusão do material genético do autor no Banco Nacional de Perfis Genéticos e a pesquisa da amostra deve contribuir com a conclusão do caso. O homem foi submetido aos exames de lesões corporais de praxe e está à disposição da audiência de custódia da Justiça.
Conforme apuração da TV Bahia, Joseilton Souza da Silva tem ligação com o tráfico de drogas da região. Até o momento, essa informação não foi confirmada pela polícia.
Segundo a família de Aisha, a garota estava desaparecida desde as 17h de segunda-feira (22). Parentes contaram que chegaram a procurar uma delegacia para registrar o sumiço, mas foram orientados a voltar na unidade após 24 horas.
A menina foi encontrada sem vida por um morador, por volta das 4h desta terça, a cerca de 30 metros da casa onde ela morava com os pais e quatro irmãos, na Travessa São Jorge. O corpo tinha marcas roxas nas pernas, costas, estava deitado de barriga para baixo e com a mão direita para trás. A reportagem da TV Bahia verificou, ainda, que a perícia apontou que a vítima foi abusada sexualmente.
A boneca que Aisha Vitória brincava antes de desaparecer foi encontrada atrás da geladeira da casa de Joseilton. As sandálias da menina estavam no telhado do imóvel.
Após a confissão, outros vizinhos da vítima tentaram linchá-lo. Para evitar que ele fosse agredido, policiais militares chegaram a dar tiros para cima, na tentativa de dispersar a multidão.
O suspeito, que morava em uma casa alugada há cerca de três meses, foi levado pela Polícia Militar por volta das 11h45, para o Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), aos gritos de "assassino" e "vai morrer".





