Após pagar fiança, falso médico que passou informações sobre policial é liberado

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Identificado como Fábio dos Santos Virgem, o homem que foi preso no Hospital Geral do Estado (HGE) enquanto se passava por um cirurgião para ter acesso ao estado de saúde do policial Yago França de Souza – vítima de um grave acidente no município de Seabra – pagou fiança e foi liberado pela Justiça. Ele deixou a carceragem da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) após assinar um termo de compromisso, na quinta-feira (10).

Ao pedir o relaxamento da prisão, a defesa de Fábio, também nesta quinta, alegou que a prisão aconteceu de maneira arbitrária, pois ele teria se identificado como estudante e não como profissional de medicina.

Conforme publicado pelo portal g1, a juíza afirmou que não há fundamentos para a conversão da prisão em flagrante em preventiva, e que em liberdade, Fábio não colocará em risco a ordem pública, a ordem econômica, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal.

A magistrada entendeu que as acusações contra Fábio tratam-se de crime de baixo potencial ofensivo e, “em caso de futura condenação, não será possível a imposição de penas privativas de liberdade nos regimes semiaberto ou fechado”.

A prisão
De acordo com a polícia, o falso médico estava vestido de jaleco e usava um estetoscópio. Dessa forma, ele teve acesso à UTI onde o policial está internado e passou a fornecer informações a familiares sobre o quadro de saúde do investigador. Ele também divulgou áudios dando informações falsas sobre o estado de saúde do policial. Uma familiar do policial, que é médica, desconfiou de algumas declarações do falsário, e policiais civis de Seabra, que estavam no hospital, abordaram o homem.

“Ele portava apenas uma cédula de identidade da Argentina e não apresentou nenhum tipo de documento que o habilitasse para o exercício da medicina. O falso médico foi apresentado na 1ª Delegacia Territorial (DT/Barris), onde foi autuado em flagrante por exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica. A Delegacia instaurou inquérito e vai apurar também o acesso ao HGE”, conclui a PC.

 

 

 

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