Profissionais da saúde de Lauro de Freitas são capacitados para atuar no Ambulatório de Violência Sexual

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Profissionais ligados à rede básica e especializada da Secretaria Municipal de Saúde de Lauro de Feitas foram capacitados para atuar no (AVS). Participaram, também, do curso “Qualificação da atenção às mulheres e adolescentes em situação de violência sexual” representantes de conselhos municipais; e de órgãos de segurança e de equipamentos públicos. Iniciadas na quinta-feira (29), as atividades prosseguem nesta sexta (30) com palestras voltadas a estruturarão da rede de apoio e proteção para a implementação do AVS.

Durante a capacitação, temas como aspectos jurídicos da violência sexual contra mulheres, crianças e adolescentes e orientações gerais para a organização da rede de serviços estão sendo abordados por uma equipe técnica da Secretária de Saúde do Estado (SESAB) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O secretário municipal de Saúde, Vidigal Cafezeiro, ressalta que o Ambulatório de Violência Sexual funcionará no Complexo de Saúde da Itinga, em Lauro de Freitas, e contará com uma equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos e enfermeiros para atender exclusivamente estes pacientes. “Com essa capacitação, estamos dando um passo importantíssimo para a construção desse serviço. A violência contra a mulher é um tema que, durante muito tempo, foi tratado como pertencente apenas às esferas do direito e da segurança pública. Devido as consequências da violência sobre a sua saúde, mulheres nessa situação são frequentadoras assíduas dos serviços médicos”, avaliou.

A coordenadora da Rede Ambulatorial da Secretaria Municipal de Saúde, Marvione Correia, explica que o objetivo da ação, inicialmente, é estruturar a rede de atenção dessa demanda. “A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é o serviço de referência para a atenção integral desse público. A UPA estará apta ao acolhimento, à escuta qualificada, ao atendimento clínico, à dispensação de medicamentos, aos exames e à notificação compulsória. Após isso, a assistida será acompanhada no complexo de saúde pela equipe, por um período mínimo de 12 meses. A vítima poderá, então, ser referenciada para os outros equipamentos da rede de assistência”, explicou.

 

 

A Tarde