domingo , 24 março 2019
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Mulheres conquistam 11 mil postos de trabalho na RMS em 2017

SEI, apresenta Pesquisa de Inserção da Mulher no Merdado de Trabalho.
Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Após dois anos de declínio no número de novos postos de trabalho ocupados por mulheres, a Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Salvador (RMS) apresentou números positivos: 11 mil mulheres conseguiram emprego em 2017. Os dados foram divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) nesta terça-feira (6).

Em 2016, eram 673 mil mulheres com postos de trabalho na RMS. Já em 2017, 684 mil estavam ativas, trabalhando. O aumento se deu por conta da maior absorção de mulheres em setores como indústria (7,7%), comércio (5,8%) e serviços (1%). Este último, inclusive, é o segmento que mais emprega mulheres, com 75% de representantes do gênero feminino.

As informações integram o boletim especial sobre o segmento da inserção da mulher no mercado de trabalho e dão conta que a mulher está conseguindo reduzir a desigualdade de gênero quando o assunto é ocupação em diversos pontos. Um deles é o rendimento, que cresceu 5,6% ao longo de 20 anos.

A coordenadora da pesquisa pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ana Margareth Simões, lembra que “as dificuldades causadas pela economia e as consequentes demissões registradas nos últimos dois anos fizeram com que as pessoas se direcionem mais para o mercado de trabalho. As mulheres seguem lutando para alçarem voos cada vez mais altos, buscando se instruir e enfrentando com disposição a longa busca por postos de trabalho”.

O tempo de procura pelo tão sonhado emprego é outro ponto de vitória para as mulheres. A diferença entre homens e mulheres chegou a ser de 19 semanas em 2009. Em 2017, homens e mulheres esperaram 58 e 59 semanas, respectivamente. “Exige-se das mulheres um grau mais elevado de instrução e elas respondem positivamente a isso. No total da população ativa no mercado de trabalho, o nível de instrução das mulheres é mais elevado que os homens”, destaca o analista técnico da pesquisa, Luis Chateaubriand.

Resultado de parceria com o Dieese, o levantamento é realizado a partir dos dados obtidos por meio de entrevistas em cerca de 2,4 mil domicílios, em cada um dos 12 meses do ano. Normalmente, essa pesquisa é divulgada no fim do primeiro trimestre do ano subsequente ao avaliado.

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