Enem 2019: provas abordaram liberdade de expressão, bullying, violência contra a mulher e músicas de Madonna e Cazuza

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No primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste domingo, os candidatos fizeram as provas de Ciências Humanas, Linguagens e Redação. Entre os principais tópicos levantados pelo exame estavam bullying, liberdade de expressão e violência contra a mulher.

Uma das questões fazia menção a uma campanha do Ministério Público de Pernambuco chamada “Palavras têm poder”, sobre comportamento nas redes sociais. A liberdade de expressão não pode ser usada para caluniar ou difamar terceiros, dizia a campanha.

Pelo menos outras quatro questões abordavam comportamento nas redes sociais. Uma delas tratava dos riscos da exposição de crianças nas redes sociais pelos pais ou parentes.

Outra, baseada em um infográfico da revista Época, mostrava “Os tipos cheios de si”, com exemplos de perfis de pessoas que expunham excessivamente sua intimidade nas redes (como “o baladeiro vida louca” e “o gourmet de ocasião”).

A violência contra a mulher foi abordada a partir da música “Coração pede socorro”, da cantora Naiara Azevedo, usada em uma campanha do Governo Federal, em 2018.

Na prova de inglês, havia um pedido de interpretação de texto baseado na música “Erotica”, da Madonna. O refrão de “Blues da Piedade”, de Cazuza, também foi abordado na prova de Linguagens.

Idade Média e Renascimento Urbano foram tópicos abordados na parte de História, mas não caíram temas mais regulares como Guerra Fria e Segunda Guerra Mundial. Já em Geografia, os temas mais recorrentes como Indústria e Globalização estavam presentes.

Expectativa desde 2018

O conteúdo da prova, em especial as questões de Ciências Humanas e de Linguagens, estavam cercadas de expectativa em razão das críticas do presidente Jair Bolsonaro aos temas levantados pelo Enem nas edições anteriores. No ano passado, antes da posse, Bolsonaro chegou a defender a revisão da prova antes da liberação para as gráficas, apontando uma suposta ideologização no banco de questões.

Segundo o professor de Sociologia, Leandro Vieira, do curso preparatório ProEnem, as questões deste ano ficaram mais enxutas, em comparação às provas dos anos anteriores.

 

O Globo