“Se nós não redefinirmos os papéis dos entes federados, da União, dos Estados e dos Municípios, não tem como resolver o problema na ponta. O Constituinte em 1988, quando redefiniu que era competência dos governos estaduais a política de segurança estava certo com um olhar para aquela época. Mas 35 anos depois aquele modelo não cabe mais”, refletiu.
“Hoje nós temos que redesenhar, construir um novo pacto e eu defendo um sistema único de segurança pública à semelhança do que fizemos com o sistema único de saúde. Para que os municípios cumpram seu papel na prevenção, para que os estados cumpram seu papel na repressão, para que o governo federal financie as políticas, treine os nossos homens, organize a inteligência, vigie as fronteiras para que o tráfico (de drogas e armas) não fique passeando pelo Brasil pelo ar e pela terra”, detalhou o parlamentar.
O petista também enfatizou que essa medida deve está alinhada com políticas sociais, esportivas e culturais, que promovam a inclusão social e oportunidades de trabalho para os jovens.
“Além dessas ações, que precisam ser redefinidas, faz-se necessário também um forte investimento na área social envolvendo todos os entes federados pra gente ter prevenção e nossos jovens ter oportunidades e não mais ser seduzidos pelo tráfico de drogas e pelo crime organizado”, enfatizou Robinson Almeida, que no governo Jaques Wagner coordenou o programa Pacto Pela Vida, responsável na época pela redução no número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs).
“A questão da segurança pública, todos aqui sabem, que é um problema nacional, e envolve o tráfico internacional de drogas. O Brasil não planta um pé de coca mas é um dos maiores consumidores do mundo de cocaína. E é o tráfico dos derivados da coca, a cocaína, especialmente o crack, que contribui para escalada dessa violência urbana nas cidades brasileiras”, opinou o legislador.
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