Candeenses participaram da Semana do Clima em Salvador

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Preocupados com as questões do clima que atingem o mundo inteiro, e ascende a luz vermelha para este problema no qual coloca o crescimento sustentável como agenda fundamental para os dias atuais. A cidade de Salvador sediou a Semana do Clima Latino America e Caribenha, que debateu o futuro da terra e quais os passos que a humanidade deve adotar para que não haja uma catástrofe em maiores proporções.

Atentos a estas questões, uma comitiva candeense compareceu ao evento para trocar e viver experiências que possam contribuir com ações que sejam capazes de ser aplicadas no município e no meio ambiente. O engenheiro ambiental Rori Santos e a Bióloga Sauara Azevedo são ativistas por uma sociedade limpa, responsável e consciente.

Para eles, a importância do evento é de enorme valia para o planeta, porque é de ciência da humanidade sobre as mudanças climáticas que são contaminadas pelos homens e os agravos que ela pode causar. No qual  se tornou um desafio prático e não mais teórico evidenciado por grande parte do rol acadêmico.

A sociedade vive um desafio constante na conservação de um lugar melhor para se habitar, para isso é necessário a junção da comunidade e do poder público para tal incumbência. É de responsabilidade de todos nesta defesa, pois se não, desastres ambientais por todo o mundo entre secas e tempestades extremas, irão acontecer.

Para a Bióloga Sauara Azevedo, ver o desdem por parte do poder público sobre o tema é lastimável. “Lamento em ver a total ineficiência por parte do governo federal para com o meio ambiente maquiando os desmatamentos na amazônia e a ausência dos investimentos para o setor, pondo em risco toda a economia global”, Frisou ela.

Rori Santos, saiu esperançoso por dias melhores e conscientes . “Foi empolgante presenciar a nossa capital conjunto com a ONU sendo palco de 26 países entre elas, ONGS e empresas de variados portes em consonância e cientes de suas ações no que tange emissões atmosféricas e aumento da temperatura, estabelecendo metas de redução de emissões de carbono e visando a frenagem pela metade até 2030 e controlando a temperatura até 1,5°C em um estagio menos crítico, evitando a deteriorização irreversível do equilíbrio”, disse o engenheiro.

Quem também marcou presença na conferência, foi a equipe da secretaria de Meio Ambiente de Candeias, que participou efetivamente dos diálogos temáticos. As técnicas Caroline Novais, Geóloga e Carine Nunes, Bióloga, tiveram a oportunidade de poder participar de um evento internacional dessa magnitude que tratou de diversos assuntos no que tange a mudança climática. Além da abordagem de temas como a redução de emissão de gás carbônico, investimento em projetos sustentáveis, inovação e tecnologia em prol da preservação do meio ambiente.

Para a geóloga, Caroline Novais, é preciso uma reflexão mundial para ter uma ação local.  “Precisamos pensar global e agir local”. Ou seja sabendo que há uma crise ambiental mundial, precisamos agir localmente, nas nossas cidades, comunidade e até nas nossas casas. Trazendo isso para Candeias, acredito, primeiramente, que precisamos nos interessar mais sobre os assuntos a respeito do meio ambiente, desde a esfera pública a sociedade civil.” Relatou a geóloga.

Mesmo com uma realidade que pode até parecer um pouco distante, é necessário ter um início, para que possa haver a evolução. E quem sabe guine à Candeias como um caminho.

“Para colocar Candeias nos trilhos das “Cidades inteligentes” é fundamental que o nosso município sendo detentor de uma biodiversidade esplêndida e possui paisagens maravilhosas, que merecem ser preservadas. Eu vejo Candeias no caminho do desenvolvimento sustentável, mas ainda em “passos tímidos”. É necessário criar uma Agenda do Meio Ambiente onde se desenvolva um planejamento estratégico para o incentivo ao uso de energia solar, proteção dos manguezais, fortalecimento da agricultura familiar sustentável, controle de emissões de gás carbônico da indústria, cuidados com os rios e reflorestamento, prática dos 5 R’s, incentivo à coleta seletiva repensar mobilidade urbana, porque é fundamental mais engajamento de todas as esferas sociais para que todos façam sua parte e assim garantiremos um meio ecologicamente equilibrado”, disse Carine Nunes, Bióloga.

É responsabilidade de todos em construir um lugar mais saudável e equilibrado, mas é fundamental que os poderes públicos como principais fomentadores da politica ambiental, possa fornecer a educação em todos os níveis e que busque cada vez mais conscientizar o povo.